O budismo formou-se no nordeste da Índia, entre o século VI a.C. e o século IV a.C. Este período corresponde a uma fase de alterações sociais, políticas e econômicas nesta região do mundo. A antiga religiosidade bramânica, centrada no sacríficio de animais, era questionada por vários grupos religiosos, que geralmente orbitavam em torno de um mestre.
Um destes mestres religiosos foi Siddhartha Gautama, o Buda, cuja vida a maioria dos académicos ocidentais e indianos situa entre 563 a.C. e 483 a.C., embora os académicos japoneses consideram mais provável a data 448 a.C. 368 a.C.. Siddhartha nasceu na povoação de Kapilavastu, que se julga ser a aldeia indiana de Piprahwa, situada perto da fronteira indo-nepalesa. Pertencia à casta guerreira (ksatriya).
As Quatro Nobres Verdades
- 1ª: esta é a nobre verdade do sofrimento: nascimento é sofrimento, envelhecimento é sofrimento, enfermidade é sofrimento, morte é sofrimento; tristeza, lamentação, dor, angústia e desespero são sofrimento; a união com aquilo que é desprazeroso é sofrimento; a separação daquilo que é prazeroso é sofrimento; não obter o que queremos é sofrimento; em resumo, os cinco agregados influenciados pelo apego são sofrimento.
- 2ª: esta é a nobre verdade da origem do sofrimento: é este desejo que conduz a uma renovada existência, acompanhado pela cobiça e pelo prazer, buscando o prazer aqui e ali; isto é, o desejo pelos prazeres sensuais, o desejo por ser/existir, o desejo por não ser/existir.
- 3ª: esta é a nobre verdade da cessação do sofrimento: é o desaparecimento e cessação sem deixar vestígios daquele mesmo desejo, o abandono e renúncia a ele, a libertação dele, a independência dele.
- 4ª: esta é a nobre verdade do caminho que conduz à cessação do sofrimento: é este Nobre Caminho Óctuplo: entendimento correto, pensamento correto, linguagem correta, ação correta, modo de vida correto, esforço correto, atenção plena correta, concentração correta.
Alguns ensinamentos
Buda dizia que os homens buscam coisas para satisfazerem seu ego, e sua prória conveniência e conforto, riquezas, glórias e se apegam desesperadamente à vida. Fanzendo distinções entre a existência e não-existência, entre o bem e o mal, entre o certo e o errado. As coisas nem vem nem vão, não aparecem nem desaparecem, portanto não se tem nem se perde nada visto que elas trancedem a afirmação ou a negação da existência.
Os homens tem vagado na ignorância, por trás dos desejos e das paixões mundanas que a mente abriga, acha-se latente, clara e incorruptível, a fundamenta e verdadeira essência da mente.
A água se amolda à forma do recipiente que a contém; ela não tem nenhuma forma particular.
Os homens consideram aquilo bom e aquilo mau, gostam disse e disgotam daquilo, distinguem a existência da não-existência; e então, sendo apanhados nestas confusões e a elas se apegando, sofrem.
As últimas palavras de Buda foram:“A decadência é inerente a todas as coisas compostas. Vivei fazendo de vós mesmos a vossa ilha, convertendo-vos no vosso refúgio. Trabalhai com diligência para alcançar a vossa Iluminação”.
Textos retirados do livro: Adoutrina de Buda

Muito bom, Budismo é bem interessante =D
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